Batucada Brazuca
O agitoAraraquara, dando contiunuidade a série de entrevistas, conversou com o grupo Batuca Brazuca. Um grupo instrumental formado professores da Escola Livre de Música, todos formados no Conservatório de Tatuí, que tem como objetivo divulgar um trabalho instrumental, dedicado único e exclusivamente a música brasileira.
Por Taty Zanin
O que cada um toca?
Marcos: bateria
Fabiano: guitarra
Cléber: baixo
Carrapicho: bandolim
Porque Batucada Brazuca?
Marcos: o nome vem de encontro com a proposta musical do grupo que é trabalhar a princípio com ritmos brasileiros.
Como surgiu o grupo?
Cléber: na verdade todo estudante de música num dado momento sente a necessidade de aplicar suas idéias e por em prática o que está aprendendo, daí resolvemos nos reunir.
Fabiano: dessas reuniões começaram a surgir às primeiras idéias em cima de algumas composições do repertório brasileiro.
Vocês só tocam choro?
Carrapicho: no começo pela própria influência dos integrantes fomos nos encontrando musicalmente. A partir do momento em que resolvemos tocar principalmente música brasileira fizemos a primeira releitura de um choro de Jacob do bandolim (assanhado). Estando dentro de uma música podemos ouvir vários ritmos brasileiros.
Eu sei que todos aqui têm outro tipo de trabalho. Como vocês conseguem tempo para o grupo?
Fabiano: como dissemos anteriormente temos a necessidade de estarmos sempre tocando daí resolvemos nos reunir quatro vezes por semana pelas manhãs.
Vocês nunca pensaram em se dedicar único e exclusivamente ao grupo Batucada Brazuca?
Carrapicho: na verdade o espaço da música instrumental no Brasil é muito limitado, mas mesmo que o grupo alcance um patamar importante teremos outros trabalhos paralelos por gostarmos de música.
Quais são os objetivos de vocês daqui pra frente?
Marcos: dar seguimento ao nosso trabalho, divulgar a nossa proposta de som, nos organizar para a gravação de um CD e ter o trabalho reconhecido.
Já foram convidados para tocar fora da cidade?
Fabiano: sim, já tocamos em vários lugares, sendo o mais importante para nós o 4º Festival de Música Instrumental de Tatuí.
Vocês têm composição própria?
Cléber: praticamente quando fazemos uma releitura nós estamos compondo uma nova música e daí começaram a surgir as composições próprias.
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