Deoclides
O agitoAraraquara entrevistou o empresário araraquarense que atua no ramo de entretenimento onde comanda as banda Conexão Samba e Samba Teen, e conta sobre as dificuldades do começo carreira e desabafa sobre as acusações de que foi alvo E ainda nos conta sobre as novidades que vem por ai. Confira.
Por Tatiane Zanin
Você começou a sua vida profissional trabalhando numa grande rede de drogaria muito conceituada no país. Essa informação procede? Foi a partir daí que surgiu às locadoras?
Sim. Eu trabalhava em uma grande rede farmacêutica, a drogaria São Paulo que foi meu primeiro emprego. Trabalhei treze anos lá e eu enxerguei e grandeza de trabalhar por conta e resolvi abrir uma locadora pequena de bairro, com poucos filmes, mas continuei trabalhando. Por conta do destino, tive uma proposta de ir para São Paulo, mas não fui, por não querer sair da minha cidade. Depois que fui dispensado do emprego eu abri uma locadora maior, a locadora da própria Alameda Paulista (Studio Alameda).
Então era realmente isso que você queria fazer?
Exatamente. Quando você trabalha por conta, você se vê apenas como funcionário de uma empresa e não como patrão. Eles investiam muito na imagem, na educação. Eles apostavam no seu funcionário. Como balconista eu dava 1%, como gerente eu rendia 10%. Depois que me dispensaram eu disse que não ia pedir emprego pra mais ninguém que eu ia tentar uma coisa minha. Na locadora da Alameda era eu e meu cunhado que cuidávamos que também era meu sócio. Nós fizemos um grande investimento que foi resultado do que eu aprendi na empresa onde eu trabalhava. Claro que tivemos problemas e depois dos problemas, eu comprei a parte do meu sócio. Depois eu montei a locadora da avenida Barroso e sempre fui ampliando e melhorando a administração. Eu sempre confiava no que eu estava fazendo. Percebi que eu tinha mais para oferecer e precisava investir em alguma outra coisa.
Foi Quando...
Foi quando eu apostei no projeto com os Geniais, onde atuei na parte musical, fazendo alguns eventos, corria atrás do patrocínio e tudo mais. Lembro-me que eu distribuia muitos convites às pessoas e ninguém aparecíamos. Era incrível, mas ninguém dava credibilidade a essa banda. Nessa época, tinha um outro grupo que era estourado, os shows eram lotados e todo mundo só falava e freqüentava os shows desse grupo. Era difícil competir.
E você continuou apostando nesse projeto?
Nessa época eu me desgastava demais com esse projeto do Geniais, mesmo sendo um grupo muito bom. Então resolvi sair pra umas férias. Fiquei oito dias fora e me programei para ocupar com o máximo do meu tempo para não ficar pensando em nada de Araraquara. Foi que numa dessas noites eu puxei uma cadeira na varanda do quarto no hotel, e tomando uma cerveja pensei “Onde eu estou errando? O que eu faço?”. Foi então que resolvi parar com os Geniais e começar tudo outra vez. Foi nessa mesma noite que pensei no nome, no estilo e como tudo deveria ser feito. Chegando em Araraquara, fiz uma seleção dos músicos e fui atrás.
E como foi esse começo com o Conexão Samba?
Muito trabalho. Foi tudo muito pensado, programado. Após fazer a escolha dos músicos, começamos a ensaiar e logo as pessoas ficaram sabendo sobre essa nova banda. O lançamento do grupo, dia 22/09/2001, foi no show do Dudu Nobre no Banespinha. Todo mundo aguardando o lançamento e a partir daí todos começaram a conhecer o grupo. Foi legal, clube estava lotado e todo mundo gostou. Mas infelizmente houve um incidente no clube. Uma briga que começou dentro do clube e terminou em tiro do lado de fora. Uma das pessoas envolvidas quase morreu. Essa repercussão foi muito ruim para a banda. Após esse incidente, começaram a falar que o grupo não ia dar em nada, que não passaria de uma tentativa frustrada o Conexão Samba.
Uma semana consegui espaço fomos tocar no Caneco 90 em Américo Brasiliense. (Que eu queria ressaltar que tem 14 anos de existência, é uma casa modesta, porém bem administrada. É um ponto crucial para quem começa no samba e quer fazer sucesso. Todas as pessoas que formam opinião de samba estão dentro do Caneco 90. Ele é um ponto de referência). Fomos tocar no Caneco 90, primeiro Domingo. Lotou, foi um espetáculo. Tinha gente do lado de fora querendo entrar, uma fila enorme. Depois disso surgiu uma polêmica. Como nós não éramos o único grupo que se apresentavam lá dentro, começou a surgir histórias que eu pagava pra tocar lá. Falo aqui pra você que eu nunca paguei para tocar pra ninguém. Depois desses boatos, eu comecei a me incomodar. Mas mesmo assim, o Conexão Samba começou a fazer sucesso no Caneco 90, foi aprovada pelo público entendedor de samba.
Você foi alvo de muitas acusações pesadas, e ainda hoje, muito se fala sobre isso. O que você tem a falar?
Quando algumas pessoas ficaram sabendo do projeto, eu já tinha fama de traficante, chefe de quadrilha, seqüestrador, ladrão de carga e que essa banda não vai dá nada porque tem muita cobra no grupo, cobra significa que um se acha melhor outro então vai ser cobra mordendo cobra e o projeto não vai sair, mas continuamos ensaiando. Começaram a surgir histórias ao meu respeito. Questionava quanto eu pagava a banda e a um determinado músico. Até esse momento, nós só tocávamos em Américo e começou a rolar o lance da grana, mas sempre me mantendo das minhas locadoras. As pessoas que me conhecem sabem da minha índole e sempre foi isso que me fortaleceu. A confiança das pessoas que eu realmente precisava eram as que confiavam em mim. Depois do Caneco 90, conseguimos fazer shows onde somente os “grandes grupos” da cidade entravam até então. Depois disso o nosso mercado com certeza aumentou e muito.
Qual a experiência que você tirou de tudo o que foi dito a seu respeito no passado?
Que na vida “há males que vem para o bem”.
Incomodou-te ser uma pessoa odiada e mal falada por alguns?
Na verdade me fortaleceu muito. Queria deixar um recado aqui. “Minha promessa está cumprida. Lembra quando eu te disse: onde você estiver eu vou te pegar? Te peguei!”.
Voltando aos eventos. Nessa mesma época, o Conexão Samba ainda encontrava dificudade em tocar em muitos lugares. Como foi isso?
O Conexão só estava tocava em Américo. Começamos a aparecer tocando apenas lá. Um dia o Adilson Haddad, que na época tinha o Bier Zass, me ligou querendo fazer as terças com pagode de mesa. Ele tinha um projeto bem legal. Terça com roda de samba, quarta do forró, quinta com reggae e tudo mais. Lembro-me como foi o primeiro dia. Era final de ano. Ele me ligou numa sexta-feira para fazermos na terça-feira. Eu tive pouco tempo para organizar alguma coisa. Na primeira semana, tinha pouco mais que 50 pessoas. Na semana seguinte, umas 100. No começo do ano seguinte, a terça já estava embalada e tinha fila para entrar.
Depois que o Bier Zass fechou, eu levei o mesmo projeto para o Café Cancun, onde acontece até hoje. Na primeira terça do samba, teve menos de 60 pessoas. Apenas depois de dois meses que embalou, e a terça do samba passou a ser o segundo melhor dia de faturamento da casa.
Hoje a terça do samba é muito importante para mim. É onde eu consigo fechar bons negócios com o Conexão. Inclusive, foi numa terça do samba que fechei uma parceria muito forte para o Conexão. Uma pessoa veio até Araraquara conhecer a banda e entrou em “parceria” na gravação do CD da banda.
Mas voltando ao começo, numa quarta-feira, quando eu tinha acabado de sair do Bier Zass depois de uma noite bombada, estava passando por perto do Melusa e alguma coisa me disse pra parar lá e conversar e tentar alguma coisa. Foi um dia bem interessante, pois cheguei no momento onde estavam reunidos todos os diretores do clube, além de uma pessoa influente da rádio Band FM. Foi nesse dia que consegui uma data para realizar um evento. No dia seguinte, fiquei sabendo que haveria o show da Beth Carvalho no Clube Araraquarense. Mas como aquela seria a minha primeira oportunidade, tentei aproveitar ao máximo.
Naquela época, apostei tudo nessa festa. Fiz uma chamada na rádio assim; “Se você está cansado de assistir a mesma turma, venha para o Melusa nesse sábado”.Isso foi polêmico. O pessoal “lá” veio pra cima, tentando tirar do ar. Mas não conseguiram.
E como foi essa festa?
Eu não tinha boas lembranças de um evento passado no Melusa. Num passado, eu dei um prejuízo ao Clube e um dia eu prometi pagar.
Chegou o dia da minha festa e eu cheguei mais cedo e me lembrei de um comentário de um amigo meu, o Gil. Ele falou; “Se tiver pipoqueiro na porta do clube, é porque a festa vai bombar”. Cheguei no Melusa por volta das dez da noite, e não tinha nenhum pipoqueiro lá na porta. Pronto! Pensei comigo “Agora acabei com tudo...” mas vamos lá. Vamos ver no que dá. Quando deram onze horas, mudou completamente. Uma pessoa havia falado ao diretores que não haveria mais que 300 pessoas no clube. O clube então se organizou para receber apenas 300 pessoas. Quando foi onze horas, aquilo mudou completamente. Eu comecei a observar o os diretores correndo de um lado pro outro, ligando pra segurança, chamando funcionários. Tinha uma fila dobrando o quarteirão. Era 1 hora da manhã e ainda tinha gente chegando.
Naquela noite, na hora de fazer o acerto, separei o dinheiro do prejuízo passado e falei “está aqui o que eu devia ao clube. Estou pagando” Eles não aceitaram. Mesmo assim, insisti. Mas não adiantou. A partir daquele dia, as coisas começaram a mudar um pouco.
E como foi no Clube 22 de Agosto?
Foi parecido. Um sempre tentava apresentar a banda, mas nunca conseguia. Um dia, através do Gil, consegui uma data com o clube. Na primeira apresentação da banda, foi um sucesso. Tudo passou a ser diferente e a cada dia a banda ia ganhando mais credibilidade na cidade.
O que me incomodou, mas também me fez crescer, foi que uma pessoa sempre tentou complicar a minha entrada no 22. Felizmente, pôde comprovar quem sou eu e a minha forma de trabalho. Mas no começo, eu ouvia muito que outro empresário falava que as principais datas eram dele. Que as outras poderiam ficar pra mim. Foi quando o Conexão começou a conquistar espaço e passou a tocar nas grandes datas. Com um, porém. Muito se falava que o Conexão estava prejudicando o mercado passando valores muito a baixo só para poder tocar. Isso era mentira. A prova disso veio em seguida. Hoje o que acontece é ao contrário.
No começo do Conexão Samba, você também organizou alguns eventos grandes na cidade. Um dos mais comentados até hoje, foi o show do Belo no Banespinha. Como foi esse evento?
Muito bem lembrado. Devido aos contatos que fui criando ao longo do tempo, eu conheci muita gente do meio musical, foi onde eu conheci o cantor Belo. O Belo havia acabado de se lançar na carreira solo e eu resolvi organizar alguma coisa. Eu não tinha muita experiência nesse ramo. Aluguei o Banespinha e fiz uma campanha grande na cidade. Lancei um outdoor de muito impacto. Eu estava preocupado. Era um palco externo e chovia muito naqueles dias. Mesmo assim, coloquei mais de cinco mil pessoas dentro daquele clube. Eu não esperava um publico deste porte. Eu confeccionei dois mil convites e na hora da festa, eu tive que tirar convite da própria urna. O Belo teve um atraso e chegou às três da manhã. Foi uma loucura, todo mundo cantando as músicas até amanhecer.
Como é a sua relação com os membros da banda? O que você tenta passar diariamente aos integrantes das bandas Conexão Samba e Samba Teen?
Eu tenho uma relação ótima com todos eles. O que eu procuro passar pra eles é que tudo acontece na hora certa e que tem um porque. Humildade, cumplicidade, organização e imagem é tudo nesse meio. Não adianta você ter uma posição no palco e fora dele ser completamente diferente. O papel de ser chato cabe a mim e não a eles. A fama é legal, mas se você não souber se sustentar e dependendo da altura que você estiver o tombo pode ser muito feio.
Vamos falar um pouco mais sobre o Conexão Samba. Quais são os planos para a banda?
O Conexão Samba estará lançando um CD com interpretações na segunda quinzena de novembro. Vai ser um lançamento nacional. Estaremos trabalhando com duas músicas nas principais rádios do país e fazendo televisão. Esse planejamento será para que fevereiro, a banda seja conhecida nacionalmente. Já tenho agendado alguns shows fora de Araraquara. Como falei, pra mim não existe limite.
Como você encara o sucesso do Conexão Samba Atualmente? Existe mesmo uma diferença de público entre as bandas de samba hoje?
O sucesso do Conexão Samba hoje vem de muito trabalho. Ensaiamos toda semana e me preocupo muito com o visual do grupo. Sempre estamos passando por uma revisão de visual. Isso faz uma grande diferença no palco. Também não abro mão de uma boa produção de palco.
O Conexão se apresentou no Clube Araraquarense e montei naquela noite uma super produção no palco, algo meio inédito em Araraquara.
Quanto a essa diferença de público, realmente cada banda tem o seu publico. A diferença que o Conexão atrai o público de outras bandas também. Quem vai a outros grupo, também vai ao Conexão e assim por diante.
Você acha que depois do lançamento do CD do Conexão, vai sobrar tempo para a presença deles em Araraquara? Vocês já têm propostas de shows fora daqui?
Como falei, já temos algumas datas marcadas. Aposta-se muito no sucesso da banda. Os músicos são todos de Araraquara, com certeza não iremos perder o contato com o nosso público e com a nossa cidade.
Você lançou a pouco mais de um ano o grupo Samba Teen. Como foi isso?
Intencional. O Conexão Samba estava ficando com a imagens desgastada. Tocamos em todos os lugares, todos os fins de semana. Eu precisava de algo novo. Eu tinha ouvido falar que o uma pessoa (empresário de um grupo da cidade) estava lançando um grupo. Quando fiquei sabendo, pensei “Que sacada! Boa idéia essa. Como não pensei nisso antes”. Mas essa pessoa já estava ganhando dinheiro com o seu grupo e acabou deixando passar em branco esse projeto. Foi ai que eu aproveitei e lancei o Samba Teen.
Outro fator foi que o público do Conexão havia crescido, afinal de contas quando o começamos, era um público mais jovem e com isso não freqüentava mais os shows com a mesma freqüência de antes, pelo fato de terem casado, mudado de cidade, dentre outras coisas. O Samba Teen entrou justamente para cobrir essa falha. Estávamos começando a perder um pouco desse público. Hoje, resgatamos esse público. Anunciei que estava precisando de cantores jovens em um jornal e em uma rádio. Choveu pessoas interessadas no teste. Comecei a fazer testes com os garotos. Do teste saiu o grupo inteiro, mesmo o Fagner, que como muitos deve saber, ele saiu de um show do Refla que aconteceu no Caneco 90 onde algumas pessoas foram cantar no palco, gostei dele, o contratei e aí ao grupo ficou formado e mantém a sua formação até hoje.
No começo, tivemos muitas críticas sobre a banda, mas eles melhoram muito. Tenho planos para o Samba Teen. A gravação de CD com a mesma gravadora do Conexão Samba, e provavelmente a música de lançamento dos meninos será um regravação dos Menudos.
Um passarinho me contou que você está pensando num futuro próximo fazer o lançamento de um outro grupo de pagode, mas desta vez apenas com mulheres no grupo. Esse projeto é real?
Esse projeto é real, mas posso adiantar que não é para agora. Na hora que eu perceber que a imagem do Samba Teen estiver começando a ficar desgastada, eu penso com mais carinho nesse assunto principalmente pelo fato de não ser fácil escolher onze mulheres e colocá-las no palco. Sei que pode parecer bobeira, mas um homem acompanha uma mulher em um show de homem, num pagode, por exemplo, mas quando a situação se inverte, com certeza elas não o compareceriam nesse tipo de show. Como eu disse tenho o projeto, mas por enquanto ele esta cru.
Com tantos projetos dando certo, você nunca pensou em abrir uma casa de samba na capital do samba?
Já pensei nisso. Mas não acho uma boa idéia. Eu teria que me prender muito, e isso não daria certo.
Você gosta do espaço na mídia para o Conexão Samba hoje?
Falta melhorar. O Conexão Samba apenas agora começa a ter um espaço um pouco melhor. Mesmo nos sites da cidade. Todo mundo só fala e publica outro tipo de festas, alguns publicam e se prendem a bandas de outro gênero e deixam de lado o samba. É um erro. Araraquara é a capital do samba e é erro não apostar nisso.
Passando para a vida pessoal
Você é formado em música, toca algum instrumento ou alguma coisa do tipo?
Não tenho nenhum conhecimento em nenhum instrumento, não sou formado, apenas sempre apreciei música, como MPB, samba, etc.
Porque samba e pagode e não outro ritmo?
Acho que por gosto pessoal mesmo. Hoje eu tenho cinco CDs no meu carro. Todos são de samba.
Um sonho de consumo.
Ter um espaço diferente. Onde eu posso receber meus amigos, passar muitos momentos. Viver de férias. Já fui me informar. O que eu quero não custa muito não.
Todos falam que você é uma pessoa de pavio curto. Procede?
Quando se trata de trabalho sou sim, pelo fato de ser uma pessoa pontual e responsável no que faço eu não aceito erros. Acho que sou perfeccionista demais.
Diretinhas:
Uma qualidade: Pontualidade
Um defeito: Sou insuportável, arrogante e prepotente.
Deus: Tudo
Amor: Com amor se paga
Família: Muito importante
Fama: Conseqüência
Dinheiro: Conseqüência de um bom trabalho.
Inveja: Me fortalece
Alegria: Vida
Tristeza: Morte
Amigos: De verdade são raros
Hobby: Assistir desenho animado
Finalizando. Existe uma fórmula para o sucesso?
Em 1º lugar, acreditar no que vai fazer e se dedicar no trabalho que irá desenvolver. Planejamento e controle também são muito importantes. Sempre que se tem controle do que vai fazer, a chance disso dar certo é maior.
Agradecimentos e considerações finais:
Eu gostaria de agradecer a todas as pessoas que participam de alguma forma do projeto do Conexão Samba e Samba Teen, e a todos aqueles que me criticam. É também por essas pessoas que eu me fortaleço. E muito obrigado pelo espaço. Gostei muito dessa entrevista.
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